


FUNDAÇÃO é a designação do projecto situado na rua do Bonjardim nº 951 - Porto, residência do designer Miguel Flor. A programação desta proposta de mostras regulares de exposições de artes visuais está a cargo de Cristina Regadas, José Pereira e Miguel Flor.




Homenagem a W.B.,
Impressão digital sobre papel
Texto "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica" de Walter Benjamin manipulado.

O real desconhecido,
Acrílico sobre vidro, 40x40cm
Desenhos captados a partir da janela de casa, anulando os detalhes
Luís Ribeiro apresenta um conjunto de catorze desenhos impressos sobre papel onde questiona, baseado na obra "A Sociedade Transparente" de Gianni Vattimo, o que nós conhecemos do nosso passado. Este propõe-nos a ideia de que não existe uma história como "curso unitário", uma história única mas antes há imagens do passado propostas por pontos de vista diversos. Partindo desta ideia, Luís Ribeiro apropria-se do texto de Walter Benjamin "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica" e, ao reproduzi-lo, anula-o propositadamente alertando-nos para a facilidade da alteração dos dados históricos e da forma como estes passam de geração em geração. No fundo, questiona a forma como nós usamos os mecanismos de reprodução para registar a história. Paralelamente Luís Ribeiro apresenta-nos, também, uma série de desenhos sobre vidro captados a partir das janelas de sua casa reproduzindo a realidade exterior anulando os detalhes.
Luís Ribeiro nasceu em Guimarães em 1982.
Licenciou-se em Desenho na ESAP (2004), tendo realizado o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP (2008). É membro fundador do Laboratório das Artes e realiza diversas exposições desde 2003, onde se destacam as individuais "Something we should know about reality", Galeria Gomes Alves 2, Guimarães (2010), “Accidents are an exception”, Galeria Reflexus – Arte Contemporânea, Porto (2008) e “Parasitic Humanoid”, Galeria Gomes Alves, Guimarães (2006). Das colectivas destacam-se "Salão Europeu de Jovens Criadores 2009-2011", "MV/C+V", Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (2009), “IMPORT / EXPORT”, Projecto Fábrica, Guimarães (2010), “Pack!”, Reitoria da Universidade do Porto, Porto (2008), “Anteciparte, 3ª edição”, Lisboa (2006), “16 salas, 1 espaço”, Laboratório das Artes, Guimarães (2005), “a dizer...”, Espaço ‘Pêssegoprásemana’, Porto (2004), entre outros.



O artista enganchado - zé puxa artista e seus vídeos,
3 gamelas, corda, 29 roldanas, bicicleta, 3 televisores, 3 leitores de dvd, cabos de conexão, extensão de corrente eléctrica, 1 artista, 1 comissário
dimensões variáveis
performance/instalação
http://enganchar.wordpress.


Procurei por ti quando deixei de te ver, ao encontrar-te deixei que desaparecesses,
vídeo, cor, som, 12min 07 seg
info: http://procureiporti.wordpress.com/
V-I-D-E-O,
vídeo, cor, sem som, 12min 09 seg
info: http://maxfernandes.wordpress.com/2010/01/17/desenhos-na-linha-do-tempo-drawings-in-the-timeline/
No conceptual art,
vídeo, cor, sem som, 45min
O suporte de papel surge nesta mostra como o único ponto em comum entre todos os trabalhos, pela primeira vez João Marçal dedica uma exposição inteiramente à apresentação de desenhos.
A exposição é composta por duas séries de trabalhos recentes (2010) e três desenhos desenvolvidos anteriormente (2006, 2007, 2009), que se encontravam “perdidos” no atelier do artista e que, aparentemente, pareciam difíceis de encaixar de forma coerente no seu corpo de trabalho. Ainda assim, os trabalhos mais antigos foram escolhidos criteriosamente, de modo a gerar vários elos de ligação com a sua obra mais recente e fazendo com que a exposição emergisse como um todo, revelando um universo de preocupações que se tocam tangencialmente.
Tendo conhecimento da obra desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, principalmente nas áreas da pintura e instalação, não será arriscado apontar este conjunto de desenhos como uma camada complementar, ou como um esqueleto de directrizes do seu próprio trabalho. Estes desenhos surgem, então, enquanto matérias de reflexão de um contexto, debruçando-se sobre a problematização da autonomia da obra e uma lógica de apropriação quase melancólica e resignada.
João Marçal (Santarém, 1980)
Vive e trabalha no Porto, Portugal
Formação/Studies
2008 . Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
2004 . Lincenciatura em Artes Plásticas-Pintura Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
Exposições Individuais / Solo Shows
2009 . “Abstract”, MCO Arte Contemporânea, Porto
2008 . “Homenagem a Anthony Mundiaga Ogadje”, Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto
2007 . “Mini Challenge” (em conjunto com Luís Espinheira), CCB (Centro Comercial Bombarda), Porto
2006 . “ESTÚDIO 2000”, IN-TRANSIT (projecto de Paulo Mendes), Porto + “Henriette Binger Barthes”, MCO Arte Contemporânea, Porto + “Sob arte, técnica, linguagem e política”, PêSSEGOpráSEMANA, Porto
2005 . “P.S. I love hue”, Galeria 24b, Oeiras + “UAU”, MAD WOMAN IN THE ATTIC (projecto de André Sousa), Porto
2004 . “Repetição de Diferença”, Salão Olímpico, Porto
2003 . “Oll Korrect”, PêSSEGOpráSEMANA, Porto
Exposições Colectivas (selecção) / Group Shows (selection)
2010 . "Espacio Atlantico", MCO Arte Contemporânea, Vigo
2009 . “A nossa língua não cura”, Espaço Avenida (comiss. Isabel Ribeiro), Lisboa + “Está a morrer e não quer ver”, Espaço Campanha (comiss. José Maia) , Porto
2008 . “Meet me round the corner (in five minutes)”, Spike Island, Bristol(UK) + “Five minutes later”, A Certain Lack of Coherence, Porto
2007 . "PILOT#3”, Veneza, Londres + “Antimonumentos”, ah Galeria de arte contemporânea, (comissário - Miguel von Hafe Perez) Viseu.
2006 . “Opções e Futuros”, Colecção Fundação PLMJ, Galeria Arte Comtempo, Lisboa + "Teleférico/Cais de Embarque", Teleférico de Guimarães, org. Laboratório das Artes + "Encontro de Arte Jovem - Bienal de Arte", Chaves
2005 . “Lisboa Arte 2005”, Lisboa + “Prémio de pintura Rothschild”, Palácio das Galveias, Lisboa + “27 artistas, uma casa a demolir”, no Laboratório das Artes, Guimarães + “16 salas 1 espaço”, no Laboratório das Artes, Guimarães + “GPO31031405”, na Galeria Pedro Oliveira, (comiss. Miguel Amado) Porto + “PêssegopráSemana apresenta:”, no Espaço Maus Hábitos, Porto

Relax II , 2009
Tinta plástica e acrílica com cinto sobre tela
40x40 cm
Duas pernas de cadeira pintadas
42x4,5x4,5 cm
As restantes peças, produzidas entre 2009 e 2010, convergem numa ideia de relaxamento e analgesia. Entre o descanso e a suspensão da consciência regresso ao tema do escape e analiso um modelo de sobrevivência: a insensibilidade à dor.
Escapando à responsabilidade ou adormecendo o sistema nervoso central, produzindo a inconsciência, uma paralisia controlada e temporária que nos afasta de nós precisamente durante o tempo necessário: adiamos o inevitável e comprazemo-nos num ócio indeclinável.
Luís Espinheira nasceu no Porto, 1979.
Em 2003 completou a licenciatura em Artes Plásticas-Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. È artista plástico representado pela galeria Pedro Oliveira desde 2005 e expõe regularmente desde 2001. No período de 2005 a 2008 coordena projecto de fotografia MATERIAprint,. Desde 2004 é colaborador criativo de vídeo para a companhia: Teatro de Ferro no Porto. Como docente, ligado ao ensino artístico exerce actividade desde 1999, actualmente lecciona na Escola Superior de Arte Design de Matosinhos. Desenvolve ainda actividade de fotógrafo profissional freelance.