Ydo e prisionero a la vez, 2010
Fotografias, cadeira, mesa, tecido, espelho, papel de prata, tripé, luz de foco pontual, moldura de madeira

Looking for "Las niñas"
impressão jacto de tinta sobre papel barita com base de fibra 100% celulose
20x25 cm


António José Rocha
Nasceu em Matosinhos, vive e trabalha no Porto

O artista enganado/ O artista enganchado

16 de Outubro a 7 de Novembro de 2010

artistas: Luis Ribeiro e Max Fernandes

+ info:




Luis Ribeiro





O ARTISTA ENGANADO

Homenagem a W.B., 2010

Impressão digital sobre papel

Texto "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica" de Walter Benjamin manipulado.




O real desconhecido, 2010

Acrílico sobre vidro, 40x40cm

Desenhos captados a partir da janela de casa, anulando os detalhes


Luís Ribeiro apresenta um conjunto de catorze desenhos impressos sobre papel onde questiona, baseado na obra "A Sociedade Transparente" de Gianni Vattimo, o que nós conhecemos do nosso passado. Este propõe-nos a ideia de que não existe uma história como "curso unitário", uma história única mas antes há imagens do passado propostas por pontos de vista diversos. 
Partindo desta ideia, Luís Ribeiro apropria-se do texto de Walter Benjamin "A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica" e, ao reproduzi-lo, anula-o propositadamente alertando-nos para a facilidade da alteração dos dados históricos e da forma como estes passam de geração em geração. No fundo, questiona a forma como nós usamos os mecanismos de reprodução para registar a história. Paralelamente Luís Ribeiro apresenta-nos, também, uma série de desenhos sobre vidro captados a partir das janelas de sua casa reproduzindo a realidade exterior anulando os detalhes.

Luís Ribeiro nasceu em Guimarães em 1982.

Licenciou-se em Desenho na ESAP (2004), tendo realizado o Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na FBAUP (2008). É membro fundador do Laboratório das Artes e realiza diversas exposições desde 2003, onde se destacam as individuais "Something we should know about reality", Galeria Gomes Alves 2, Guimarães (2010), “Accidents are an exception”, Galeria Reflexus – Arte Contemporânea, Porto (2008) e “Parasitic Humanoid”, Galeria Gomes Alves, Guimarães (2006). Das colectivas destacam-se "Salão Europeu de Jovens Criadores 2009-2011", "MV/C+V", Centro Cultural Vila Flor, Guimarães (2009), “IMPORT / EXPORT”, Projecto Fábrica, Guimarães (2010), “Pack!”, Reitoria da Universidade do Porto, Porto (2008), “Anteciparte, 3ª edição”, Lisboa (2006), “16 salas, 1 espaço”, Laboratório das Artes, Guimarães (2005), “a dizer...”, Espaço ‘Pêssegoprásemana’, Porto (2004), entre outros.


Max Fernandes



O ARTISTA ENGANCHADO - Zé Puxa Artista e seus Vídeos





O artista enganchado - zé puxa artista e seus vídeos, 2010

3 gamelas, corda, 29 roldanas, bicicleta, 3 televisores, 3 leitores de dvd, cabos de conexão, extensão de corrente eléctrica, 1 artista, 1 comissário

dimensões variáveis

performance/instalação

http://enganchar.wordpress.com/





Procurei por ti quando deixei de te ver, ao encontrar-te deixei que desaparecesses, 2009

vídeo, cor, som, 12min 07 seg

info: http://procureiporti.wordpress.com/

V-I-D-E-O, 2009

vídeo, cor, sem som, 12min 09 seg

info: http://maxfernandes.wordpress.com/2010/01/17/desenhos-na-linha-do-tempo-drawings-in-the-timeline/

No conceptual art, 2009

vídeo, cor, sem som, 45min


Podia Dizer-te Mas Lembrei-me de Quanto a Verdade Já Não Interessa” *


Sobre Max Fernandes:
 Nasceu... e ainda não morreu.


*Excerto do diálogo entre Max F. e Alberto G. no dia 17 de Janeiro de 2010



Trabalhos sobre papel

18 de Setembro a 9 de Outubro de 2010

artista: João Marçal

+info:

João Marçal


FujiFilm Provia 400F, 2006

Aguarela e grafite sobre papel

49,5x38,5 cm


F, 2007 (repetido em 2010)

Tinta da China sobre papel

49,5x37,8 cm





Sem título (Lacoste), 2010

Pastel de óleo sobre papel

12 elementos com 24x33 cm cada
Sem título (waiting symbol), 2009 - 2010

Lapis de aguarela sobre papel

77x57 cm

Sem título (uma folha de "cavalinho estrangeiro" A2- e uma caixa de lápis Caran d'Ache Prismalo I de 30 unidades), 2010

Lápis de aguarela sobre papel

65x50 cm


Sem título (duas folhas Arches A2+ de 180g, grão acetinado e uma caixa de lápis Caran d'Ache Supra color soft de 80 unidades), 2010

Lapis de aguarela sobre papel

2 elementos com 57x77 cm


Sem título (uma folha monteval A2- de 300g e uma caixa de lapis Caran d'Ache Supra color soft de 80 unidades), 2010

Lapis e aguarela sobre papel

50X65 cm



Sem título (uma folha monteval A2 - de 300g e uma caixa de lapis Caran d'Ache Prismalo I de 30 unidades), 2010

Lapis de aguarela sobre papel

50x65 cm

O suporte de papel surge nesta mostra como o único ponto em comum entre todos os trabalhos, pela primeira vez João Marçal dedica uma exposição inteiramente à apresentação de desenhos.

A exposição é composta por duas séries de trabalhos recentes (2010) e três desenhos desenvolvidos anteriormente (2006, 2007, 2009), que se encontravam “perdidos” no atelier do artista e que, aparentemente, pareciam difíceis de encaixar de forma coerente no seu corpo de trabalho. Ainda assim, os trabalhos mais antigos foram escolhidos criteriosamente, de modo a gerar vários elos de ligação com a sua obra mais recente e fazendo com que a exposição emergisse como um todo, revelando um universo de preocupações que se tocam tangencialmente.

Tendo conhecimento da obra desenvolvida pelo artista ao longo dos últimos anos, principalmente nas áreas da pintura e instalação, não será arriscado apontar este conjunto de desenhos como uma camada complementar, ou como um esqueleto de directrizes do seu próprio trabalho. Estes desenhos surgem, então, enquanto matérias de reflexão de um contexto, debruçando-se sobre a problematização da autonomia da obra e uma lógica de apropriação quase melancólica e resignada.


João Marçal (Santarém, 1980)

Vive e trabalha no Porto, Portugal

Formação/Studies

2008 . Mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

2004 . Lincenciatura em Artes Plásticas-Pintura Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

Exposições Individuais / Solo Shows

2009 . “Abstract”, MCO Arte Contemporânea, Porto

2008 . “Homenagem a Anthony Mundiaga Ogadje”, Museu da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto

2007 . “Mini Challenge” (em conjunto com Luís Espinheira), CCB (Centro Comercial Bombarda), Porto

2006 . “ESTÚDIO 2000”, IN-TRANSIT (projecto de Paulo Mendes), Porto + “Henriette Binger Barthes”, MCO Arte Contemporânea, Porto + “Sob arte, técnica, linguagem e política”, PêSSEGOpráSEMANA, Porto

2005 . “P.S. I love hue”, Galeria 24b, Oeiras + “UAU”, MAD WOMAN IN THE ATTIC (projecto de André Sousa), Porto

2004 . “Repetição de Diferença”, Salão Olímpico, Porto

2003 . “Oll Korrect”, PêSSEGOpráSEMANA, Porto

Exposições Colectivas (selecção) / Group Shows (selection)

2010 . "Espacio Atlantico", MCO Arte Contemporânea, Vigo

2009 . “A nossa língua não cura”, Espaço Avenida (comiss. Isabel Ribeiro), Lisboa + “Está a morrer e não quer ver”, Espaço Campanha (comiss. José Maia) , Porto

2008 . “Meet me round the corner (in five minutes)”, Spike Island, Bristol(UK) + “Five minutes later”, A Certain Lack of Coherence, Porto

2007 . "PILOT#3”, Veneza, Londres + “Antimonumentos”, ah Galeria de arte contemporânea, (comissário - Miguel von Hafe Perez) Viseu.

2006 . “Opções e Futuros”, Colecção Fundação PLMJ, Galeria Arte Comtempo, Lisboa + "Teleférico/Cais de Embarque", Teleférico de Guimarães, org. Laboratório das Artes + "Encontro de Arte Jovem - Bienal de Arte", Chaves

2005 . “Lisboa Arte 2005”, Lisboa + “Prémio de pintura Rothschild”, Palácio das Galveias, Lisboa + “27 artistas, uma casa a demolir”, no Laboratório das Artes, Guimarães + “16 salas 1 espaço”, no Laboratório das Artes, Guimarães + “GPO31031405”, na Galeria Pedro Oliveira, (comiss. Miguel Amado) Porto + “PêssegopráSemana apresenta:”, no Espaço Maus Hábitos, Porto

Anestesia Geral

de 04 a 26 de Junho de 2010

artista: Luís Espinheira

+ info:

Luís Espinheira


Relax II , 2009

Tinta plástica e acrílica com cinto sobre tela

40x40 cm

Duas pernas de cadeira pintadas

42x4,5x4,5 cm

Relax II , 2009

Impressão a jacto de tinta em papel 100% algodão (ed. única)

44x65 cm



Cut&Paste, 2007

Madeira, latão, pintura acrílica e esmalte sobre vidro

87,5x163,3 cm



Anestesia Geral, 2010

Pregos, vidro e água

20x80x80 cm

Exercícios autónomos de um processo que percorre o meu trabalho, as três peças que apresento na exposição Anestesia Geral – que é também título de uma delas – reflectem uma produção fragmentada no tempo. Não sendo partes de um projecto específico, partilham a heterogeneidade das minhas apostas e a dispersão da minha produção artística. A mais antiga – Cut & Paste – data de 2007 e é um objecto ambivalente que sobrevive num limbo entre o utilitário e os objectos que produzo enquanto artista. Estas portas de vidro pintado com acrílico protegem (em casa) os meus discos do pó. Aqui, neste ensaio expositivo, retomam o seu propósito original: um enunciado deslizante, uma referência à colagem, à mixagem, à construção do pensamento através de mecanismos de apropriação, anexação e reconstrução aleatória.

As restantes peças, produzidas entre 2009 e 2010, convergem numa ideia de relaxamento e analgesia. Entre o descanso e a suspensão da consciência regresso ao tema do escape e analiso um modelo de sobrevivência: a insensibilidade à dor.

Escapando à responsabilidade ou adormecendo o sistema nervoso central, produzindo a inconsciência, uma paralisia controlada e temporária que nos afasta de nós precisamente durante o tempo necessário: adiamos o inevitável e comprazemo-nos num ócio indeclinável.


Luís Espinheira nasceu no Porto, 1979.

Em 2003 completou a licenciatura em Artes Plásticas-Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. È artista plástico representado pela galeria Pedro Oliveira desde 2005 e expõe regularmente desde 2001. No período de 2005 a 2008 coordena projecto de fotografia MATERIAprint,. Desde 2004 é colaborador criativo de vídeo para a companhia: Teatro de Ferro no Porto. Como docente, ligado ao ensino artístico exerce actividade desde 1999, actualmente lecciona na Escola Superior de Arte Design de Matosinhos. Desenvolve ainda actividade de fotógrafo profissional freelance.

Sub Rosa

de 30 de Abril a 29 de Maio de 2010

artista: Nuno Ramalho

+ info: http://nuno-ramalho.blogspot.com


Nuno Ramalho




Inocência e Desespero e Clareza 2010

Clarim perfurado

50 x 21 x 14,5 cm





Punk's not Dead but Punks Are 2010

Impressão a jacto de tinta

29,7 x 21 cm



Teorema (pentágono: estrutura, desenho social, o novo profeta, cerração, pequena-glória) 2010

Estante metálica, livro, desenhos, coroa

185 x 75 x 30,5 cm